A Essência em KANT - 1983 (1º semestre)


Fitas de áudio sobre Kant

A Essência em Kant e Hegel - Leitura da Crítica da Razão Pura
Curso Ministrado por Henrique Cláudio de Lima Vaz, 1983

Informações sobre o curso:

1. Curso ministrado no primeiro semestre de 1983 na Universidade Federal de Minas Gerais. Na fita 6ª Lima Vaz indica que este curso tem como tema a ESSÊNCIA EM KANT E HEGEL. Kant será trabalhado no 1º semestre e Hegel será trabalhado no 2º semestre. Na fita 8B Lima Vaz apresenta a chave de todo o curso

2. Curso gravado pela Profa. Marilene Brunelli. Nas fitas 7A e 8B aparece a voz da Profa. Marilene Brunelli indicando a data da aula. Isto sugere que as gravações tenham sido feitas por ela. 

3. Número de fitas: 25 fitas cassetes. Entre as fitas 9A e 14B percebe-se que as aulas não estão gravadas em ordem cronológica. A partir da fita 15 as gravações respeitam a ordem cronológica. 

4. Digitalizada em DVD. 

5. Bom estado de conservação. Há fitas danificadas.

6. Tempo de curso digitalizado – aproximadamente 30 horas. 

7. Os textos que se seguem são apontamentos esparsos realizados pelo Prof. Dr. Rubens Godoy Sampaio a partir da audição de cada uma das fitas e têm como finalidade servirem como índice para a localização dos tópicos trabalhados ao longo das aulas gravadas. 

8. Estes apontamentos não são um resumo do curso, nem a digitação das aulas gravadas. 

9. Observações: Considerando a data da digitalização destas fitas, vale notar que as gravações em fitas cassete foram realizadas há mais de 20 anos. Em decorrência do desgaste do tempo algumas fitas apresentam um certo grau de deterioração que impedem a digitalização total de todo o curso gravado. 

10. Digitalizado por Rubens Godoy Sampaio em abril de 2006. 

11. Destaque para a Fita 8B na qual Lima Vaz trata apresenta a chave de leitura de todo o curso.

 

Fita 01 – A - 39:52 – Na fita 1A e 1B está apenas a introdução do curso. Lado B é breve.

O problema da essência é o problema central da filosofia. Etimologia de OUSÍA. Definição de filosofia. Definição de sistema. Dar razão das coisas de forma coerente. 

Kant e Hegel são o desenlace do problema da essência. Na filosofia moderna há a transformação do problema da essência. Postulado da adequação na ontologia clássica. O Nominalismo e a ciência moderna são a crítica da teoria clássica da adequação. 

Fita 01 – B - 26:45

Natureza do problema da essência em Kant. Problema da essência como problema do sistema do método.

 

Fita 02 – A - 45:37

Problema da essência no racionalismo moderno e no horizonte da ciência galileiana. Kant é a radicalização do racionalismo, criticismo, interlocutor e crítico do racionalismo. 

Formação do pensamento de Kant. 

Os conceitos fundamentais. 

Fita 02 – B - 21:55 - fita com chiado.

Documentação dos textos e da vida de Kant. Edição Completa é a edição da Academia de Berlim. 

Apresentação das definições de tempo e espaço, possibilidade e existência, razão e lógica, objeto do conhecimento. Três princípios.

 

Fita 03 – A - danificada

Fita 03 – B - danificada

 

Fita 04 – A - fita com chiado

Sobre a dissertação de 1770. Estrutura semelhante à da Crítica da Razão Pura. Sobre a matemática e a física. Pontos fundamentais da dissertação. Definição de conceito puro. Os conceitos que aparecem na Dissertação. 

Na dissertação há um esqueleto da Crítica da Razão Pura (CRP). Apresentação da correspondência entre as seções da dissertação e os capítulos da CRP. 

Corte abrupto da gravação. 

Diferenças entre racionalismo e empirismo. Diferenças entre as ordens do inteligível e do sensível. Sobre a ciência do sensível e do inteligível. Pontos fundamentais da Dissertação. O dualismo na ordem da essência. 

1. Os objetos se representam ao nosso conhecimento de duas maneiras. Dois modos de representação:

2.

a. representação fenomenal

b.

c. representação numenal ou ontológica

d.

3. os conceitos que estão ligados ao modo de representação fenomenal são conceitos empíricos. E os conceitos que estão ligados ao modo de representação numenal são conceitos puros.

4.

5. os conceitos puros têm um conteúdo que só é conhecido pelo entendimento.

6.

7. as antinomias da razão resultam da confusão entre conhecimento sensível e conhecimento intelectual. 

Fita 04 – B - ruim

Conceito de mundo. Noções de análise e síntese, coordenação e subordinação, método, forma e totalidade. 

Fita 05 – A - 39:46

Dissertação de 1770. Noções gnoseológicas fundamentais. 

1. sujeito – o que é apto a representar (para si) um objeto qualquer.

2.

3. sensibilidade = receptividade do sujeito. Capacidade de ser afetado pela presença do objeto.

4.

5. inteligência ou racionalidade.

6. A definição de transcendental ainda não está bem elaborada na Dissertação de 1770. A ciência do sensível elaborada por Galileu e Newton. A ciência do sensível VERSUS a ciência do inteligível. A desontologização do objeto.

 

Fita 05 – B - 21:53 - muito ruído–

Sobre as relações com o pensamento de Newton.

 

Fita 06 – A - 47:21

Sobre as categorias. A pretensão de Kant na CRP. Fundamentação a priori da ciência. O plano da CRP. As duas edições. As traduções em português e francês. A relação entre o problema da essência em Kant e a lógica da essência em Hegel. 

A significação da CRP em Kant. Projeto kantiano apresentado nos dois prefácios e na introdução. 

Razão = intelectus, o entendimento, a inteligência da tradição racionalista (num sentido amplo). 

O que é a Razão Pura para Kant? Crítica da Razão Pura também significa crítica do racionalismo.

 

Fita 06 – B - 25:40

Kant vai distinguir o uso real da Razão Pura do uso real do entendimento. Vernunft x Verstand (entendimento na sua acepção restrita) 

O uso analítico do sistema da razão: lógica formal. O uso sintético da razão nos permite falar de objetos de conteúdo. Estrutura e divisão da CRP.

Doutrina transcendental dos elementos. Doutrina transcendental do método. 

Ideias fundamentais do Prefácio A: crítica do dogmatismo. Crítica à Metafísica (no sentido racionalista). 

Ideias fundamentais do Prefácio B: a CRP não encaminha para o ceticismo. Reabilitação da Metafísica (no sentido kantiano) 

Sobre a relação entre a CRP e a Fenomenologia do Espírito de Hegel.

 

Fita 07 – A - 47:02 – ruim

aula de 21 de março de 1983 e 13 de abril de 1983 –

Física e Matemática. Tempo e espaço. 

§ 8º - observações gerais sobre a Estética Transcendental. Estética Transcendental é o fundamento de toda a CRP. 

Distinção entre claro e confuso – lógica. 

Distinção entre denômeno e númeno – transcendental. 

A estrutura universal da sensibilidade: espaço e tempo. 

NO §8º da Edição B são acrescentados três números e uma conclusão resistindo na idealidade do espaço e do tempo. O que significa o fenômeno.

Aula de 21 de março de 1983 - ruim. 

Fita 07 – B - FITA DANIFICADA - não há arquivo da Fita 07 B.

O caráter sistemático da CRP. O sistema da razão corresponde ao sistema da crítica da razão. Sobre a justificativa da Metafísica. Sobre a Física e a matemática. Metafísica é ciência teórica da razão por excelência. Apoiada apenas nos seus conceitos. 

A imagem da revolução copernicana e como realizar esta inversão epistemológica. 

No sujeito há estruturas a priori que são o sistema das categorias. 

[b] Fita 08 – A - 42:06

Leitura dos Prefácios. Definição do conceito de experiência em Kant. 

Conhecemos das coisas o que colocamos nelas. 

Estabelecimento do caráter metodológico e hipotético-dedutivo da CRP. 

Porque a matemática e a física são ciências? O que é necessário para a MF se tornar uma ciência teórica? 

A MF como saber prático, que responde não às exigências do conhecer do homem, mas que responde às exigências do agir do homem. 

A metafísica é portanto, um saber prático. E não um saber teórico. 

Fim do Prefácio. 

Leitura da Introdução anunciada para a próxima aula.

 

Fita 08 – B - 32:31.

Nesta aula Lima Vaz realiza uma síntese excelente sobre o problema da essência em Kant e Hegel. Ideias centrais da CRP. Até as fitas anteriores só havia uma aula em cada fita. A partir da 8b começam a ser gravadas mais de uma aula na mesma fita. 

Revisão. O problema da essência como problema central e essencial da Filosofia. A evolução do problema da essência de Kant a Hegel: la plaque tournante, o ponto de inflexão da filosofia moderna. 

Kant estabelece a lógica transcendental como lógica da essência, que é a busca das condições pelas quais o sujeito pode pensar a essência, busca das condições pelas quais podemos ter uma ciência apodítica da realidade objetiva e portanto, da essência, daquilo que na realidade é inteligível. 

A Lógica transcendental é uma lógica do sujeito (lógica das condições impostas ao sujeito pelo conhecimento da ciência). Kant traçou os limites para o conhecimento da essência. Estabeleceu dentro do sujeito uma dicotomia entre o que é conhecimento da essência como conhecimento da realidade objetiva e o que é o conhecimento da essência como função unificadora da ciência ou do sistema de conceitos do próprio sujeito. 

A essência enquanto atribuível à realidade objetiva ou a essência do objeto da ciência. E a ciência enquanto função unificadora do sistema de conceitos do sujeito (dialética transcendental). 

Hegel é o esforço para unificar o que Kant separou. Ao conhecimento da essência enquanto essência do real deve corresponder a estrutura das essências no sujeito (sistema da ciência – doutrina da ciência em Fichte, Ciência da Lógica em Hegel). 

A Introdução e uma espécie de microcosmo da CRP. É um conteúdo programático da CRP. 

As diferenças entre as introduções das edições A e B são de natureza didática. Não há mudança doutrinal. Leitura e explicação da Introdução. 

Fita 09 – A - 44:32 – a partir desta fita percebe-se que a ordem das aulas começa a ficar fora de sequência. A aula 8B foi gravada em 04 de abril de 1983. A fita 9ª começa com a aula de 09 de março de 1983 e termina com as aulas de 20 e 25 de abril de 1983. Para que este texto tenha aderência e correspondência com a “ordem” das fitas seguimos a ordem das fitas, o que não impede que os arquivos correspondentes em MP3 sejam ouvidos na ordem cronológica.

Teoria do juízo em Kant. Sobre as representações. Sobre a Analítica Transcendental. 

Continuação do dia 09 de março de 1983. Tempo de preparação da CRP. Década de 1760-1770. Sobre o texto “Sonhos de um visionário...” O papel do argumento ontológico na filosofia de Kant.

 

Sobre a contradição. Sobre o ceticismo de Kant. Como é possível o conhecimento do objeto e da sua essência?

 

Fita 09 – B - 47:29

Início da apresentação sobre a Dissertação de 1770. Início da faze crítica. 

Características da Dissertação. A iluminação de Kant: “espaço e tempo não são conceitos, são intuições a prior” são formas pelas quais nós vemos o que está fora de nós. Os anos de preparação da CRP. O problema central da Dissertação de Kant é a objetividade do conhecimento; conhecimento sensível e inteligível. 

Aula de 25 de abril de 1983. Explicação do que é juízo para Kant: Conhecimento sempre mediato. É uma representação de representações. O juízo exerce a função de unidade das representações. O juízo exerce a função de unidade das representações. 

Sobre as categorias. Uso do texto de Joseph Maréchal: “Le point de départ...” 

Os quatro tipos de juízos e a correspondência com os tipos de categorias. Juízos categóricos afirmativo e negativo, disjuntivo e hipotético. 

Esta aula vai continuar na FITA 14a.

 

Fita 10 – A - 46:08 – 21 de março de 1983 e 20 de abril de 1983 - muito chiado. 

Sobre as cartas (correspondências) de Kant. Conceitos e princípios do entendimento no seu uso real. Analítica transcendental. Folhas soltas de Kant. Lógica transcendental. Condições de possibilidade do objeto do conhecimento. Anúncio de que na próxima aula será iniciada a CRP. 

Aula de 20 de abril de 1983. Lógica transcendental – Analítica transcendental – duas partes. 1. analítica dos conceitos – definição. 2. analítica dos princípios. 

Fita 10 – B - 46:15 

Esta fita foi digitalizada, mas o som está muito ruim. A aula está praticamente inaudível.

 

Fita 11 – A - 48:22 – aula de 04 de abril de 1983. Muito chiado. Fita com várias interrupções. 

O intelecto organiza o que lhe é dado. Sobre a metafísica na filosofia clássica (Platão e Aristóteles). Sobre os juízos sintéticos a priori (científicos) e os juízos analíticos. 

Problema geral da CRP ou problema fundamental da razão pura = como são possíveis os juízos sintéticos a prior. O objeto do juízo sintético a prior é a essência objetiva das coisas. A relação entre matemática, física e os juízos sintéticos a prior. Sobre o fim da Introdução da CRP. 

Definição de transcendental. 

Fita 11 – B - 43:36

Primeira parte da teoria transcendental dos elementos. Explicação da Estética transcendental. Definições de estética, sensibilidade, sensação, fenômeno, matéria, forma, intuição. O programa da Estética transcendental. 

Fita 12 – A - 48:48 – aula de 06 de abril de 1983

Sobre o ESPAÇO. Espaço como pura intuição. 

Aula de 11 de abril de 1983. Continuação da Estética transcendental. Consideração metafísica e consideração transcendental do espaço e do tempo.

 

Fita 12 – B - 45:19

Continuação sobre o espaço. Estética transcendental: fundamento da CRP. O espaço em Kant e a geometria euclidiana. Início da explicação sobre o tempo.

Tempo como grandeza vetorial. Forma pura da intuição sensível. Não é conceito universal. 

Anúncio de que na próxima aula será encerrada a Estética Transcendental e iniciada a Analítica Transcendental.

 

Fita 13 – aulas de 13 e 18 de abril de 1983 – danificada – fita rompida

[b] Fita 14 – A - 47:43 - aula de 25 de abril de 1983. Continuação da fita 9

Juízos e categorias. Lógica transcendental. 3º ponto de vista a partir do qual s e pode considerar a função unificadora do juízo: relação. Como posso relacionar sujeitos e predicados: juízos categóricos, hipotéticos e disjuntivos. Juízos aos quais correspondem as categorias de substancia/acidente, causa/efeito, reciprocidade. Categorias dinâmicas e categorias matemáticas. Definição de categorias como formas de unificação do entendimento. Relação com a física newoniana. 

§§9, 10, 11. Funções lógicas do entendimento (§9), conceitos puros – quadros das categorias (§10), explicações sobre os quadros das categorias (§11). 

Há tantas formas de juízos quanto funções de unidade (categorias) 

Distinção entre lógica formal e lógica transcendental. Definição de síntese. 

Aula de 27 de abril de 1983. Lógica transcendental. Definição de síntese. Definição de síntese pura: quando a diversidade não é empírica mas a priori.

 

Fita 14 – B - 44:00

Lógica transcendental. Sobre as sínteses a priori. A geometria. Síntese e imaginação. Imaginação como função transcendental, como condição de possibilidade para criar o conhecimento de objetos por parte do entendimento: imaginação pura transcendental. Função cega. A imaginação não conhece. Mas sem ela o entendimento não pode ter conhecimento dos fenômenos. Quem conhece é o entendimento. Anúncio do problema do esquematismo. 

A lógica Transcendental trata do múltiplo da intuição pura, da síntese do múltiplo pela imaginação e do conceito (categorias) que dá unidade à síntese pura. 

Como justificar a ciência. 

Leitura do §10.

 

Fita 15 – A - 44:42 - aula de 27 de abril de 1983.

Quadro das categorias. §11. Explicação sobre o quadro das categorias. Categorias matemáticas, categorias dinâmicas. Cada uma com 3 sub categorias. 

A estrutura ternária (a triplicidade no quadro das categorias) elaborada por Kant. O elogio de Hegel a Kant. 

§12 . Interpretação transcendental dos atributos do ser na ontologia clássica. As noções transcendentais da ontologia clássica (ser, verdadeiro e bom) são aplicadas a todos os seres e à totalidade do objeto. As categorias se referem a aspectos dos seres (Para Aristóteles – são 10 categorias). 

Aula de 02 de maio de 1983. Sobre a elaboração e a apresentação da dedução transcendental. Final da fita está ruim. 

Fita 15 – B - 40:35 – fita com várias interrupções na gravação – muito chiado.

Sobre a Dedução transcendental. As críticas à dedução transcendental e sua obscuridade. Sobre a necessidade da Dedução transcendental. A influência de Locke e Leibniz.

 

Fita 16 – A - 45:46

Revisão da aula anterior. §14. Passagem para a Dedução transcendental das categorias. 

Locke e Hume como adversários da discussão realizada no §14 (2ª edição da CRP). O problema da dedução transcendental gira em torno do problema da existência das ciências (matemática e física) que não podem ser explicadas nem a partir de Locke e nem a partir de Hume. 

Dedução transcendental. Sinopse do universo Imaginação e Tempo. Definição de apercepção. A Apercepção opera a unidade da síntese. Três passos para a unificação que nos é dada na experiência. 

1. sinopse dos sentidos; 2. síntese da imaginação; 3 unidade da apercepção transcendental. 

Dedução transcendental do s conceitos puros do entendimento. 2ª seção. 

Leitura do §15. Possibilidade de uma ligação em geral. 

Definição de espontaneidade. Problema de Kant: como um EU que pensa sinteticamente está autorizado DE JURE a justificar a objetividade das sínteses que ele pensa, que são resultados da espontaneidade do entendimento? 

Fita 16 – B - 41:22

Unidade sintética originária da percepção. 

§ 16 – 

Unidade -> eu 

Sintética -> imaginação e entendimento

Originária -> a priori 

A percepção –> visão de conjunto 

Definição de intuição – representação que precede o pensamento. Definição de pensamento. 

Sobre o EU PENSO – como a percepção transcendental, como representação originária, aquilo que está presente no sujeito é originário do sujeito. A consciência transcendental é a mesma em todos nós. 

Aula de 11 de maio de 1983

§ 16 – unidade sintética originária da apercepção 

Conceitos da unidade da consciência. Centro da Filosofia crítica. Distinção entre consciência empírica e consciência transcendental.

 

Fita 17 – A - 45:13 – FITA DANIFICADA

Aula de 11 de maio de 1983.

O problema do analítico e do sintético no EU PENSO. A pressuposição da identidade analítica do EU. A representação analítica e a pressuposição da unidade sintética. Sobre a identidade do Eu. 

Sobre o domínio PRÁTICO e a LIBERDADE. O númeno e a liberdade. Sobre a unidade sintética do EU. 

Fita 17 – B - 33:47

Sobre a unidade sintética originária da percepção. 

§ 18. A unidade da consciência de si. Referências a Descartes. Sobre a causa e o efeito na teoria aristotélica. E a objetividade do Eu penso. 

Aula de 16 de maio de 1983

§18. O que é a unidade objetiva da consciência de si. Sobre a ordenação das representações empíricas. 

O que é o cognoscível? 

O sujeito transcendental e o sujeito universal.

 

Fita 18 – A - 31:23

Aula de 16 de maio de 1983

Sobre a universalidade do direito do sujeito empírico. 

§19 – A forma lógica dos juízos. O exemplo da massa e do peso. Definição de eu penso. 

Sobre o empirismo moderno e sua relação com o pensamento de Kant. 

§ 20-22. Sobre as intuições sensíveis e a unificação através das categorias. 

§ 21 = observação 

§ 22 = conclusão. 

A essência para Kant é a categoria aplicada ao objeto da experiência. 

Fita 18 – B - 41:31

§ 22. A diferença entre pensar e conhecer. Pensar é exprimir em conceito. Para conhecer é necessária a intuição através da qual o objeto é dado. 

Sobre o conhecimento científico. Sobre o conhecimento matemático. 

O uso objetivo da unidade sintética da apercepção e das categorias. As condições de objetividade do conhecimento segundo a Crítica da Razão Pura são dadas pela Estética transcendental no que diz respeito às intuição; e pela Dedução transcendental no que diz respeito aos conceitos. E a objetividade do conhecimento é a síntese entre intuições e conceitos. Esta síntese é o que Kant chama de experiência. O que torna possível a experiência é o que tonar possível o conhecimento.

 

Fita 19 – A - 46:49

Sobre a ligação e a síntese dos conceitos. Distinção entre síntese figurativa e síntese intelectual. Síntese figurativa, síntese de objetos e síntese intelectual. A separação entre empirismo e racionalismo. O problema do esquematismo. 

Aula do dia 23 de maio de 1983

Distinção entre síntese figuratia e síntese intelectual. A função mediadora da imaginação. Síntese transcendental da imaginação. 

Fita 19 – B - 39:48

§24 – é um parágrafo central da dedução transcendental. 

O processo da síntese. 

Sobre a presença do Eu. Eu como função sintética. 

§24. Paradoxo da interioridade. A crítica da Razão Pura é um prefácio da Crítica da Razão Prática. Sobre a relação entre estes dois textos. E o problema da história e da sociedade dos seres racionais. 

A diferença entre o eu penso e a consciência psicológica. 

§25 – Neste parágrafo Kant esmiúça os aspectos diversos da dedução transcendental. 

Sujeito como agente de ligação entre as imagens que ele recebe e a síntese categorial. 

O dualismo entre a liberdade numenal e a situação empírica do sujeito. 

§26 – recapitulação. 

Anúncio de que na próxima aula será encerrada a dedução transcendental.

 

Fita 20 – A - 41:22

Aula de 30 de maio de 1983.

Definição de experiência em Kant. § 26 – definição de objeto, definição de essência, definição de natureza. A referência da legalidade da natureza do entendimento humano. 

Fita 20 – B - 40:16

§ 27 e conclusão. 

Aula de 01 de junho de 1983.

Comparação entre os textos da dedução transcendental nas duas edições. 

 

Fita 21 – A - 43:55

Continuação da aula anterior. Condições subjetivas da objetividade – A representação, a imaginação transcendental e a consciência transcendental. 

Características do Eu penso (função de unificação do diverso) 

As fontes subjetivas do conhecimento: os sentidos, a percepção (contém a as categorias) e a imaginação. Fim da dedução transcendental. Início da Analítica Dos Princípios. 

Fita 21 – B - 45:41

Aula de 06 de junho de 1983.

Analítica dos princípios: uso transcendental da faculdade de julgar. Analítica – lógica da verdade. Razão – lógica da aparência. 

Momento em que Kant se separa do racionalismo. Quando o uso da faculdade de julgar é objetivo? 

Doutrina do esquematismo. A teoria das ideias de Platão e a relação entre sensível e inteligível.

 

Fita 22 – A - 46:40

Aula de 06 de junho de 1983.

Teoria o Esquematismo de Kant. 

Aristóteles, Santo Tomás (conversio ad phatasma). Como as representações (os esquemas) servem de intermediário entre o conceito e a experiência sensível? Sobre o papel das intuições do tempo e do espaço. Distinção entre esquema e imagem. Esquema é o método para construir uma imagem. 

Aula de 08 de junho de 1983.

Teoria do Esquematismo. Na Crítica da Razão Pura Kant está procurando um caminho entre o racionalismo e o empirismo. A intuição pura do tempo, que organiza os sentidos internos é uma intuição a priori. O tempo é o intermediário entre o sensível e o conceito. 

Imaginação como faculdade mediadora entre o entendimento e o sensível. 

Esquema é regra de construção. O número é o esquema da categoria da quantidade. Cada categoria tem seu esquema.

 

Fita 22 – B - 46:20

Continuação da explicação sobre o esquematismo. 

O tempo afeta as representações internas. O tempo participa ao mesmo tempo, do universal e da diversidade empírica. 

O esquema é uma imagem, é a regra para se construir a imagem. 

O esquema da substância é a permanência dos fenômenos no tempo. 

O esquema das categorias (quantidade, qualidade, relação e modalidade). Exame das categorias e das subcategorias. 

Quantidade e subcategorias da quantidade. Categoria do homogêneo. O esquema da quantidade é o número (unidade, pluralidade, totalidade). A primeira forma que temos para unificar os fenômenos é através do número, é contando. 

Qualidade e subcategorias da qualidade (realidade, negação e limitação). O esquema da qualidade é o grau. 

Relação e subcategorias da relação (substância, causalidade e comunidade). 

Modalidade e subcategorias (possibilidade, realidade, necessidade).

 

Fita 23 – A - 47:27

Aula de 13 de junho de 1983

Considerações finais (explicativas) da teoria do esquematismo. As relações entre a essência de Hegel e o esquematismo de Kant. O esquematismo de Kant responde ao problema: como passar da categoria ao fenômeno? A essência de Hegel responde ao problema: como passar da exterioridade para a pura interioridade do conceito. 

A Lógica da Essência de Hegel corresponde a toda a Analítica Transcendental da Crítica da Razão Pura. “Por isso estudamos a Analítica para no semestre que vem estudarmos a essência em Hegel. 

A Estética transcendental na Crítica da Razão Pura corresponde à lógica do ser de Hegel. 

A Analítica transcendental na Crítica da Razão Pura corresponde à lógica da essência de Hegel. 

A Dialética transcendental na Crítica da Razão Pura corresponde à lógica do conceito de Hegel. 

Hegel elogiou Kant porque libertou o pensamento da sua estrutura puramente analítica. Kant e a triplicidade do pensamento. 

Sobre a dicotomia “fenômeno e coisa em si”. 

Passagem para o 2º capítulo da Doutrina Transcendental da faculdade de julgar. 

“O sistema de todos os princípios do entendimento puro”. 

O princípio supremo: ausência de contradição.

 

Fita 23 – B - 42:53

Sobre o princípio de contradição. Sobre o juízo sintético a priori: o 3º termo – o tempo. 

Aula de 15 de junho de 1983.

Tempo como totalidade capaz de compreende todas as nossas representações. O princípio supremo de todos os juízos sintéticos a priori. Todo objeto que está submetido às condições necessárias da unidade sintética do diverso da intuição numa experiência possível.

 

Fita 24 – A - 46:52

Aula de 15 de junho de 1983.

O eu penso como ato originário e originante de todo o pensamento. Penso quando formulo um juízo. Sobre a desontologização kantiana da natureza. Sobre a interpretação heideggeriana do pensamento kantiano. 

3ª seção – a representação sistemática de todos os princípios sintéticos de entendimento puro. Sobre o desenvolvimento da física e da matemática. Na analítica transcendental há categorias, esquemas e princípios. 

Categorias (analítica dos conceitos / Dedução metafísica (categorias). 

Categorias são condições a priori da realidade objetiva

Esquemas – elementos mediadores entre as categorias e a realidade. 

Apresentação das categorias, com seus respectivos esquemas e seus princípios. 

Fita 24 – B - 44:14

Aula de 20 de junho de 1983 

Analítica dos Princípios – faculdade de julgar – 3 seções. 1. Esquematismo, 2. Princípios do entendimento, 3. distinção geral entre fenômeno e númeno. Princípios do entendimento. A formulação dos princípios na edição B, é a diferença da edição A. Os princípios matemáticos. 

 

Fita 25 – A - 29:44

Definição de lei da natureza = unidade sintética das percepções no tempo (necessidade, universal, regular) Princípios constitutivos do objeto. Axiomas das antecipações. A regulação do objeto. Axiomas, antecipações, analogias e postulados. Analogias da experiência. 

Aula de 22 de junho de 1983 – última aula sobre a teoria da essência em Kant. 

Este curso é o ponto de partida para a doutrina da essência na lógica de Hegel. Hegel começa onde Kant termina. Princípios do entendimento puro. Via média entre racionalismo e empirismo. 

Analogias da experiência regras pressupostas no mundo dos fenômenos para que se tenha conhecimento científico dos fenômenos. Passagem para o conjunto de leis da natureza formalmente consideradas. Passagem do mundo dos fenômenos para o mundo das leis. Regras da permanência, da sucessão e da simultaneidade. 

A aula não foi gravada até o fim. No lado B não há nada gravado não obstante haja a indicação manuscrita de “continuação 22/06/83”. 

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