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XVI Colóquio Vaziano
26 a 28 DE AGOSTO DE 2026
Proponente(s): GEVAZ (Grupo de Estudos Vazianos)
Modalidade do Evento: presencial e online.
Informações:
Patrícia Carvalho Reis
Telefone: (31) 99996-9869
Mais informações em breve.
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XIV COLÓQUIO VAZIANO
A Realização: A pessoa entre o tempo e a eternidade
10 a 20 DE AGOSTO DE 2021
A realização da própria vida é compreendida por Lima Vaz como um desafio permanente. Somente ao ser humano é dado atualizar, por meio do próprio agir, aquilo que se é por essência. Assim, a vida se apresenta como tarefa nunca completamente cumprida. Cada um de nós deve assumir a responsabilidade de significar a própria vida e, desse modo, encontrar o caminho da própria realização.
Para comemorar o centenário de Lima Vaz, o Grupo de Estudos Vazianos (GEVaz) organizou um ciclo comemorativo de colóquios, cujo tema é “Henrique Cláudio de Lima Vaz, 100 anos! O legado de uma vida realizada”.
Em cada ano, o tema da realização vem sendo discutido a partir de uma obra fundamental deste importante pensador. O colóquio de 2019, ao propor uma reflexão sobre a Realização a partir da perspectiva da Antropologia Filosófica, teve como tema “Realização: um chamado ao ‘torna-te o que és'”. Em 2020, ao assumir como principais obras de referência os dois volumes da Introdução à Ética Filosófica, o Colóquio teve como tema “A Realização: um desafio Ético e Político”. Finalmente, agora em 2021, a realização será pensada a partir da perspectiva da obra Raízes da Modernidade. O tema do colóquio será “A pessoa humana entre o tempo e a eternidade”.
O XIV Colóquio Vaziano, em comemoração ao centenário de Henrique Cláudio de Lima Vaz, está sendo organizado pela FAJE, em parceria com a Faculdade Dom Luciano Mendes de Almeida (Mariana-MG), o Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG, a Escola Superior Dom Helder Câmara (ESDHC), o Instituto Humanitas UNICAP, o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UNICAP, o Programa de Pós-graduação em Filosofia da UNISINOS, o Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFSJ, a Faculdade Católica de Fortaleza, o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UECE, a Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Gregoriana, o Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP (Braga), o Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa).
Compôs a comissão organizadora do evento os seguintes pesquisadores: André Damasceno Barbosa, Cláudia Maria Rocha de Oliveira (FAJE), Daniel Ribeiro de Almeida Chacon (UEMG), Elton Vitoriano Ribeiro (FAJE), Fabio Cristiano Rabelo, Frederico Soares de Almeida (UFMG), Manoel dos Reis Morais (TJMG/UFMG), Marcelo Antônio Rocha (ESDHC), Maria Lourdes do Nascimento, Patrícia Carvalho Reis, Rodrigo Camilo Camargo (FAJE), Rosária Aparecida Diniz Santos, Vitor Luiz Viana Figueiredo (FAJE), Adelmo José da Silva (UFSJ), Alex Vicentim Villas Boas (UCP), Delmar Cardoso (UNICAP), Émillien Vilas Boas Reis (ESDHC), Edvaldo Antônio de Melo (FDLM), Fernando Eduardo de Barros Rey Puente (UFMG), Gerson Arruda Junior (UNICAP), Gustavo Sarti Mozelli (UFMG), João A. Mac Dowell (FAJE), João J. Vila-Chã (PUG), Luiz Rohden (UNISINOS), Marcelo Perine (PUC-SP), Maria Celeste de Sousa (FCF), Marly Carvalho Soares (UECE), Paulo Roberto Andrade de Almeida (UFSJ), Samuel Dimas (UCP), Valter Ferreira Rodrigues (UFPB) e Zita Mendes (FAJE).
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APRESENTAÇÃO
SOBRE O XIII COLÓQUIO VAZIANO
Sacerdote jesuíta e autor de importantes obras de filosofia, Lima Vaz deixou um grande legado, fruto de anos de reflexão sobre os desafios com os quais se viu concretamente confrontado. Podemos reconhecer nessa vida, que em 2021 completará cem anos de existência, um modelo de vida que buscou ser sempre mais.
A realização da própria vida é compreendida por Lima Vaz como um desafio permanente. Somente ao ser humano é dado atualizar, por meio do próprio agir, aquilo que se é por essência. Assim, a vida se apresenta como tarefa nunca completamente cumprida. Cada um de nós deve assumir a responsabilidade de significar a própria vida e, desse modo, encontrar o caminho da própria realização.
Para comemorar o centenário de Lima Vaz, o Grupo de Estudos Vazianos (GEVaz) organizou um ciclo comemorativo de colóquios, cujo tema é “Henrique Cláudio de Lima Vaz, 100 anos! O legado de uma vida realizada”. Em cada ano o tema da realização será discutido a partir de uma obra fundamental deste importante pensador. O colóquio de 2019, ao propor uma reflexão sobre a realização a partir da perspectiva da Antropologia Filosófica, teve como tema Realização: um chamado ao “torna-te o que és”. Neste ano, ao assumir como principais obras de referência os dois volumes da Introdução à Ética Filosófica, o Colóquio terá como tema “A realização: um desafio Ético e Político”. Finalmente, em 2021, a realização será pensada a partir da perspectiva da obra Raízes da Modernidade. O tema do Colóquio será “A pessoa humana entre o tempo e a eternidade”.
HENRIQUE CLÁUDIO DE LIMA VAZ, 100 ANOS!
O legado de uma vida realizada
2019 – A Realização: um chamado ao “torna-te o que és”
2020 – A Realização: um desafio Ético e Político
2021 – A Realização: “a pessoa humana entre o tempo e a eternidade”
OBJETIVO
Em 2021, o filósofo brasileiro Henrique Cláudio de Lima Vaz completaria cem anos. Com o intuito de comemorar está importante data, o Grupo de Estudos Vazianos (GEVAZ), da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, está organizando um ciclo de Colóquios que pretende refletir sobre a Realização, tema caro à reflexão de Henrique Vaz. Com o objetivo de discutir sobre este tema, o XIII Colóquio Vaziano, que conta com o apoio da Escola Superior Dom Helder, pretende reunir professores, pesquisadores e estudantes interessados na pesquisa sobre a obra de Henrique Cláudio de Lima Vaz e na problemática da realização. Trata-se, pois, de promover um espaço de divulgação e discussão de pesquisas realizadas e em andamento.
PROGRAMAÇÃO
CONFERÊNCIA + DEBATES + COMUNICAÇÕES
19/08/2020
20h00 | Conferência TRANSMISSÃO AO VIVO PELO YOUTUBE
Realização segundo Lima Vaz: noção e requisitos
Prof. Dr. João A. Mac Dowell (FAJE)
20/08/2020
08h00 às 11h00 - Comunicações
14h00 às 17h00 - Comunicações
20h00 | Debate TRANSMISSÃO AO VIVO PELO YOUTUBE
Prof. Dr. Émillien Vilas Boas (ESDHC)
Prof. Dra. Magda Guadalupe (UEMG/PUC-MG)
21/08/2020
08h00 às 11h00 - Comunicações
14h00 às 17h00 - Comunicações
20h00 | Debate TRANSMISSÃO AO VIVO PELO YOUTUBE
Porf. Me. Manoel dos Reis Morais (TJMG/ UFMG)
Prof. Dra. Maria Celeste (Faculdade Católica de Fortaleza)
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Pronunciamento de Artur de Távola em 29.05.2002
O SR. ARTUR DA TÁVOLA (Bloco/PSDB – RJ)
– Sr. Presidente, peço a palavra como Líder, por cinco minutos.
O SR. PRESIDENTE (Ramez Tebet) – V. Exª tem a palavra.
O SR. ARTUR DA TÁVOLA (Bloco/PSDB – RJ. Como Líder. Sem revisão do orador.)
– Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, quero trazer hoje aqui, lamentavelmente, três registros de mortes que nos afetaram profundamente.
O próprio Presidente da República me pediu que proferisse uma palavra, sobre tudo dirigida ao Comitê de Imprensa, pela morte da jornalista Carmen Kozak, a quem todos nós desta Casa, principalmente os que estão aqui há mais tempo, aprendemos a admirar nesse convívio complexo e, ao mesmo tempo, amistoso, nesse amálgama de contornos curiosíssimos, que é a relação do Parlamentar com a imprensa.
Carmen Kozak se distinguia por ser uma pessoa de grande timidez pessoal, compensada por uma sutileza no trato e uma capacidade, como jornalista, de dar a quem entrevistava a sensação de aqui ali estava – ele, o entrevistado – a melhor pessoa do mundo.
Esta é uma das técnicas nem sempre usada, porém muito eficaz em comunicação e em entrevista: dar ao entrevistado uma sensação de bem-estar, inclusive levando-o a dizer muito mais do que o que diria quando fica acuado.
Foi um impacto grande a morte de Carmen Kozak para os seus companheiros jornalistas e para os Parlamentares que conheciam a sua seriedade. Por tanto, quero que esta manifestação conste dos Anais do Senado, de vez que a imprensa é partícipe dos trabalhos da Casa; faz parte da dialética do próprio Parlamento a repercussão na imprensa. E, dentro dessa relação tão complexa, que às vezes até se transforma em uma relação de poder conflitante, aqueles, tanto Parlamentares quanto jornalistas, que se destacam nessa capacidade estão colaborando para o bom andamento dos trabalhos.
Em segundo lugar, quero encaminhar à Mesa um pedido para que, em data a ser marcada, a Hora do Expediente da nossa sessão seja dedicada a homenagear o político João Amazonas, que também faleceu nesses dias. E, nada obstante não participar da sua visão política, mas haver estado com ele em muitos episódios da vida brasileira, em seus 90 anos, creio que é importante o Senado Federal realizar uma sessão em homenagem àquela vida de coerência e de grandeza.
Finalmente, faço um terceiro registro, ainda doloroso, e esse não será talvez de uma figura pública.
Faleceu, em Minas Gerais, aos 80 anos, uma figura exemplar da Igreja Católica: o Padre Henrique de Lima Vaz, que, nos anos 60, exerceu uma influência político-ideológico-doutrinária muito grande sobre uma geração, na época em que a Igreja Católica caracterizava-se por uma posição extremamente conservadora. Refiro-me à Igreja pré-João XXIII. O Padre Henrique de Lima Vaz, juntamente com o dominicano francês, até expulso posteriormente do Brasil, o Frei Cardonel, e um outro padre francês, o Padre Lebret, levantou a bandeira da causa social dentro da doutrina da Igreja Católica.
O Padre Henrique de Lima Vaz formou um grupo muito curioso de jovens, à época, e eu estava entre eles e era o menos qualificado entre todos. Também faziam parte do grupo Cacá Diegues, extraordinário cineasta; o grande Betinho, essa espécie de santo leigo da vida brasileira, o qual deixou uma legenda; e o atual Deputa do do PcdoB, à época católico, nosso companheiro de geração e amigo de lutas, Aldo Arantes, Deputado Federal há várias legislaturas por Goiás.
Enfim, ele foi um grande pensador de uma ligação filosófica profunda entre os ideais cristãos e os ideais de um pensamento social avançado. Era um homem de extrema modéstia. Em um certo momento, foi proibido, inclusive, de dar aulas. E, ainda assim, seja na formação de religiosos posteriores, seja na formação de quadros políticos, deixou sementes que prosperaram de uma maneira notável, pela sua grande cultura. Ele, que era doutor em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma, tendo exercido durante muitos e muitos anos este prodígio que é o professorado, era um professor humilde, recatado, discreto, que deixou, porém, sementes inesquecíveis em todos os que por ali passaram.
Também o Movimento da esquerda católica chamado AP, que, até recentemente e ainda agora, está presente na vida brasileira, surgiu das idéias defendidas, nos anos 60, pelo Padre Henrique de Lima Vaz. O atual candidato à Presidência da República José Serra é oriundo da AP. O antigo Chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, é oriundo da AP. O Assessor do Presidente Fernando Henrique Cardoso e o falecido ex-Ministro das Comunicações, Sérgio Motta, vieram também dessa formação, dessa escola que percorreu o pensamento católico por dentro e – eu até brincava com o Presidente da República, dizendo que a AP era quem estava no poder – tem origem naquele pensamento dos padres que tiveram a coragem de aproximar as idéias sociais da Igreja da grande luta por uma socieda de mais justa.
Faço, com muito pesar, esses três registros, agradecendo a V. Exª pela concessão do tempo e aos Srs. Senadores pela atenção às minhas palavras.
Citação:
Fonte: Diário do Senado Federal, 30 de maio de 2002. Artur da Távola
https://www25.senado.leg.br/web/atividade/pronunciamentos/-/p/texto/325006
http://www.senado.gov.br/web/cegraf/pdf/29052002/09717.pdf
http://www.senado.gov.br/web/cegraf/pdf/29052002/09718.pdf
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