A Essência em Hegel - 1983 (2º semestre)


Fitas de áudio sobre Hegel

A Essência em Hegel
Leitura da Ciência da Lógica
Curso Ministrado por Henrique Cláudio de Lima Vaz - 1983

Informações sobre o curso:

1. Curso ministrado no segundo semestre de 1983 na Universidade Federal de Minas Gerais. Na fita 6ª do curso anterior, Lima Vaz indicou que aquele curso teria como tema a ESSÊNCIA EM KANT E HEGEL. Kant seria trabalhado no 1º semestre e Hegel seria trabalhado no 2º semestre. Aqui, portanto, tem-se a parte do curso referente a Hegel. Todavia o conjunto de fitas preservado não alcança o curso desde o seu início, pois na FITA UM há a indicação, por escrito, que aquela fita é a gravação da 9ª aula em 12 de setembro de 1983. Tudo indica que há fitas perdidas ou até mesmo que o curso não foi gravado na sua íntegra.
2. Curso gravado pela Profa. Marilene Brunelli.
3. Número de fitas: 14 fitas cassetes.
4. Digitalizada em DVD.
5. Estado de conservação RAZOÁVEL. Há fitas com gravações interrompidas. Fitas repetidas, muitas fitas com muito chiado. Mas um pouco de esforço é possível ter uma boa noção de toda a aprte gravada deste curso .
6. Tempo de curso digitalizado – aproximadamente 30 horas.
7. Os textos que se seguem são apontamentos esparsos realizados pelo Prof. Dr. Rubens Godoy Sampaio a partir da audição de cada uma das fitas e têm como finalidade servirem como índice para a localização dos tópicos trabalhados ao longo das aulas gravadas.
8. Estes apontamentos não são um resumo do curso, nem a digitação das aulas gravadas.
9. Observações: Considerando a data da digitalização destas fitas, vale notar que as gravações em fitas cassete foram realizadas há mais de 20 anos. Em decorrência do desgaste do tempo algumas fitas apresentam um certo grau de deterioração que impedem a digitalização total de todo o curso gravado. A fita 1 está danificada.
10. Digitalizado por Rubens Godoy Sampaio em abril de 2006.

Fita 01 – DANIFICADA

Fita 02 – A
Digitalização muito ruim – fazer de novo. Introdução ao segundo capítulo. Segundo capítulo – as essencialidades ou determinações da reflexão. É a parte mais difícil da CL, a mais dura. Capítulo importante. A base de toda a filosofia de Hegel repousa sobre o conceito de identidade na diferença e sobre o conceito de contradição aqui apresentados.
Essencialidades – atributos da essência, determinações da reflexão.
O objeto primeiro da inteligência é o ser.
Os princípios que regem o pensamento metafísico e o pensamento em geral, as leis universais do pensamento: o ser é idêntico a si mesmo; o ser é diferente (múltiplo); o ser não é contraditório. A transcrição da lógica do ser na lógica do discurso depende da superação do dualismo: discurso como forma x ser como conteúdo. Como o ser entra na forma do discurso?
A reflexão como negação da negação é a unificação do mesmo (idêntico) e do (outro). Colocar no mesmo discurso, na unidade do mesmo discurso a identidade A consigo mesmo, a identidade de B consigo mesmo e a diferença de A e de B. Como é que o discurso pode agarrar o mesmo e o outro?
Pensamento dialético como pensamento do movimento pleo qual cada coisa pensada pasas pelo seu oposto.
Pensamento analítico é aquele pensamento pelo qual as coisas são classificadas e cada uma permanece em seu lugar.

Fita 02 – B
RUIM. Esquema da lógica do ser e a passagem para a lógica da essência. A dialética em-si e para-nós. Gravação interrompida e reiniciada várias vezes – alguns trechos parecem não ter continuidade com o problema da essência, pois de repente começa a tratar da FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO.
INTRODUÇÃO DA FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO. Consteúdo sobre a dialética em-si da Fenomenologia. Consciência natural e consciência fenomenológica – ESTE CONTEÚDO ESTA SEMELHANTE AO APRESENTADO NAS FITAS DE VÍDEO.
OUTRA INTERRUPÇÃO
REINÍCIO COM A FENOMENOLOGIA
OUTRA INTERRUPÇÃO
RETORNO AO PROBLEMA DA ESSÊNCIA
A essência em Platão, Aristóteles e Hegel. Sobre a reflexão e a essência. A reflexão é o aparecer da essência em si mesma.
Leitura dos 5 primeiros parágrafos do 2º capítulo. Ver §§113 e 114 da Lógica da Enciclopédia. Síntese sobre reflexão, essência e aparência, essência como negatividade.
Considerações sobre a noção de pressuposição.

Fita 03 – A - 43:51 – 14ª aula – 3 de outubro de 1983
As determinações da reflexão: identidade, diferença e contradição.
Dois tratamentos diferentes. Dois quesquemas diferentes. 1ª versão na CL. 2ª versão na Enciclopédia – Não há mudança substancial na doutrina de Hegel.
Fita 03 – B - nada

Fita 04 – A - 46:26 – 10 de outubro de 1983 (fita basf branca)
[Nesta fita Lima Vaz faz um comentário sobre a Professora Marilena Brunelli que acompanha suas aulas sobre Hegel desde 1970. Portanto esta indicação nos permite inferir que ses cursos sobre Hegel, na UFMG tenham começado no inicio da década de 70.]
Determinações da essência como momentos da essência e não do ser. Essência em Hegel é diferente da essência em Platão e em Aristóteles.
Essência em Hegel é o movimento iterno de ser e não-ser.
O ser se caracteriza pela sua imediatidade. A essência se caracteriza pela sua reflexividade.
IMEDIATIDADE (ser – lógica do imediato) versus REFLEXIVIDADE (essência – lógica do negativo)
Sobre a diferença.
Nào é possível pensar a identidade sem introduzir dentro da identidade a diferença.
Não é possível pensar a diferença sem introduzir dentro dada diferença a identidade.
A identidade está no cocneito. A diferença está na realidade. Hegel quer chegar num conceito que tenha em si a diferença

Fita 04 – B - 21:41 – muito ruim
Aula com muito ruído e som confuso. Muito difícil de entender.
Sobre a identidade como momento dialético e ponto de partida.

Fita 05 – A - (fita Basf laranja) A fita 5A está idêntica à fita 4A.
Fita 05 – B - 46:27 – som muito baixo.

Fita 06 – A - 40:31 - 17 de outubro de 1983 – ruim. A fita 5B é igual à fita 6A. É importante ouvir as duas fitas pois alguma coisa que não é possível compreender numa fita pode ser compreendido na outra.
Concepção da identidade em Platão. Parmênides e Aristótles. O parrícidio de Platão, no diálogo O Sofista.
Hegel fez algo mais sério qiue o parrícidio. Porque Hegel obrigou o não-ser a ser. Hegel só pode pensar o ser pensando dentro do ser o não-ser. Só é possível pensar a identidade pensando a diferença.
Os conceitos de diversidade e contradição; igualde e desigualdade.
Diferença como desigualdade. Identidade como igualdade.
Surgimento da oposição a partir da diversidade
17 de outubro de 1983
Sobre a dificuldade da leitura desta seção da CL que trata das determinações da reflexão.
A essência pensada dialeticamente é o que Hegel chamará de fundamento, onde identidade e diferença estão unidas de tal forma que não haja mais possibilidade de ficarmos numa identidade sem diferença e uma diferencá sem identidade.
Hegel pretende chegar na síntese entre identidade e diferencá (fundamento)
Fundamento ;e a identidade da identidade e da não identidade – SOM BUITO BAIXO.
Determinações da reflexão. Não há comentários desenvolvidos sobre estas páginas da lógica da essência.
Essência é negação da imediatidade do ser como pensável. É reflexividade do ser em-si mesmo. O ser não é ele mesmo imediatamente. Ele se mediatiza. Ele se desdobra na sua inteligibilidade.
Sobre a igualdade e a desigualdade.

Fita 06 – B - 30:17
Sobre a igualdade e a desigualdade. Sobre o conceito aritmético do negativo e do positivo – apêndice)
Sobre a possibilidade da dialética a partir da existência da identidade, da diferença e da oposição.
Significado da contradição dialética – diferencá da contradição lógica - §§ 6, 7, 8 e 9.

Fita 07 – A - o resultado da digitalização desta fita não ficou muito bom. Na tentativa de redigitalizar a aula, a fita danificou-se.
Sobre a identidade na diferença.
Fita 07 – B
Sobre a identidade na diferença. Sobre o Princípio de contradição e sua validez. Bibliografia. A identidade na diferença mediatizada. O Fundamento. O positivo e o negativo.

Fita 08 – DANIFICADA
[b] Fita 09 – A - 43:40 - 24 de outubro de 1983 - 18ª aula –
Significado da contradição dialética. Oposição entre termos que trazem em si a a própria negação.
§ 8º - leitura do parágrafo.
Exemplo da contradição hegeliana aplicada ao CAPITAL de Marx (valor, trabalho, capital e mercadoria).
A dissolução da contradição.
O problema essencial da contradição dialética é a descoberta da identidade e da diferença presente nos termos desta contradição.

Fita 09 – B - 25:51
Continuação do exemplo de Marx. Sobre o surgimento da dialética porque alguém pensou esta dialética. Hegel pensou e Marx usou.
Sobre o processo dialético: contradição, posição e supressão dos termos. O retorno da oposição ao fundamento
Para que uma coisa seja ela mesma ela tem que se negar a si mesma
Para uma coisa ser ela mesma ela tem que entrar em relação com as outras (relação de contradição)

Fita 10 – A - 36:36 – 7 de novembro de 1983 – 19ª aula - ruim
Unidade do positivo e do negativo. Anulação. Não há anulação na contradiução dialética.
A verdade e o erro
Cada coisa é em si mesma contraditória.
No centro da dialética da essência de Hegel está a contradição.

Fita 10 – B - 28:58 – ruim – fita inaudível

Fita 11 – A - 50:32 – 19 de outubro de 1983
Para Hegel a pressuposição clássica do ser deixa escapar a própria essência do ser: a contradição do ser. O ser como totalidade que se desdobra.
Sobre a contradição. A dissolução da contradição.
A contradição é a oposição de duas contradições.
9 de novembro de 1983
Capítulo sobre o fundamento. Terceiro capítulo da primeira parte sobre a lógica da essência. Capítulo central e de difícil interpretação. Conceito de fundamento em Hegel é diferente dos clássicos gregos, diferente do racionalismo e diferente de Kant.
Fundamento é o que sustenta, o que explica, o que causa.
A posição dos filósofos anteriores a Hegel. A possição de Hegel

Fita 11 – B - 49:32
O fundamento para Hegel é o que torna o ser possível como contraditório, é o que assegura a contraditoriedade do ser. Antes de Hegel fundamento é o que assegura a identidade do ser. Como e que a essência se sustenta como contraditória?
16 de novembro de 1983
Continuação do problema do fundamento. A essência como suporte em Aristóteles.
Em Hegel o termo Wirklichkeit corerspodne aos termos OUSIA e substância. Hegel está dialogando com a tradição do conceito de fundamento de Platão a Leibniz. Hegel está dialetizando a noção de fundamento.
Definição de fundamento
A dialética da essência como dialética reflexiva. A reflexão da essência sobre ela mesma.

Fita 12 – A - 49:12
O problema do fundamento. O ser que ressurge na essência. A identidade da essência como reflexão em si. A oposição.
A lógica da essência é um aobjetivação do EU PENSO.
O ser em Heidegger.
Distinção entre fundamento e reflexão. Essência e aparência. A relação entre essência e sua forma.

Fita 12 – B - 43:44 – 21 de novembro de 1983
Longa explicaçào sobre o problema do fundamento. Sobre o problema da causadidade e a questão do finalismo. A relação entre a essência e o fundamento. O contraponto com Aristóteles.

Fita 13 – A
A essência para Hegel é um processo. Os três momentos: forma e essência, forma e método, forma e conteúdo e a inserção da negação na essência. Contraponto com Aristóteles.
23 de novembro de 1983
Continuação sobre o problema do fundamento. O fundamento absoluto. Hegel retoma a problemática platônica-aristotélica da essência. A essência é negatividade de onde surge a oposição. O fundamento é a solução desta oposição na unidade da identidade e da diferença.

Fita 13 – B - 45:56
Definição de essência. A essência como verdade do imediato. O fundamento é essência na sua Erinnerung.
A relação entre essência e eexistência. A existência é um momento da essência. É o momento da manifestação da essência. A determinação da forma e a essência. Definição de matéria.

Fita 14 – A - 50:0 - ÚLTIMA AULA
Anúncio de que no começo de 1984 serão estudadas as duas partes que faltam da Lógica da Essência. Não obstante, o curso do 1º semestre de 1984 estar completamente danificado, esta indicação é valiosa exatamente para que se saiba o conteúdo deste curso que está comprometido.
O problema do fundamento: fundamento absoluto, fundamento determinado e o conceito de contradição.
Fundamento absoluto – problema da relação entre a determoinação e a essência.
A matéria como absolutamente indeterminada. É aqueilo que não é idêntico à forma (Aristóteles).
Hegel e o empirismo.
Definição de conteúdo.
Relação entre causa e efeito
A crítica de Hegel a Newton.
A diferença entre essência e forma: a matéria.

Fita 14 – B - 15:42
Sobre a condição. O emergir do condicionado. A coisa explicada a partir de sal essência. Das Dinge e Das Sache. Sobre a iportanciada determinação do fundamento em Hegel – na CL.
Anúncio do que será tratado no próximo ano:
1. o emergir da coisa na existência
2. distinção entre DINGE e SACHE
3. O que é totalidade das condições
4. o que é existência para Hegel.

O PRÓXIMO CURSO ESTÁ COM AS FITAS DANIFICADAS.

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